Decidi, então, levar minha bike dobrável - a baixinha - a tiracolo e de ônibus (transporte coletivo) até a UFES, para participar do seminário e voltar pedalando para casa, em Jardim Camburi.
O primeiro passo foi colocar a bike, já dobrada, na sua bolsa e levá-la a tiracolo. Depois pegar o ônibus de Jardim Camburi até a UFES. Detalhe: no ponto passam pelo menos três linhas de ônibus em direção ao Centro de Vitória e que passam também na frente da UFES. Mas, especialmente hoje, tive que esperar mais de vinte minutos por um...
Bom, como essa foi a primeira vez que fiz essa experiência, percebi algumas coisas: primeiro, mesmo pesando pouco mais de 13 Kg, a bike dobrada não dá para ser carregada no ombro (dentro da bolsa) por muito tempo...cansa! E segundo, carregá-la na bolsa no meio da rua é algo meio desengonçado, correndo o perigo de esbarrar em alguns obstáculos urbanos, como postes, por exemplo... mas experiência é experiência e serve para avaliar o processo e os resultados! Não as dores...😀😀😀
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| Bike a tiracolo... |
Pois bem, pegando o ônibus o outro desafio foi arranjar um lugar para ela lá dentro. Primeiro, tive que entrar pela porta lateral já que passar com a bike pela catraca do ônibus seria algo contraproducente. E segundo, percebi que pelo menos o ônibus que peguei não tinha lá muito espaço de sobra para colocar a sacola com a bike, sem atrapalhar as pessoas. Tive, a contragosto, que encaixá-la no espaço reservado do banco de apoio de pessoas deficientes (aquele banco dobrável reservado aos acompanhantes). Rezei para que ninguém precisasse dele, já que o percurso era curto... a reza funcionou!
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| Foto horrorosa! Tirada dentro do ônibus. |
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| Abrindo a bolsa na rua para montar a bike |
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| Rodrigo e eu no Seminário de Mobilidade Urbana promovido pelo IAB-ES, na UFES |
Na volta, como dito antes, optei em ir pedalando. Rodrigo e eu saímos da UFES de bike em direção à Jardim da Penha, com uma paradinha na estação do Bike Vitória, em frente da UFES que possui bomba para calibrar pneu. Daí, seguimos rotas diferentes. Segui por dentro de Jardim da Penha, pelas suas ruas, já que o bairro não possui ciclovia, em direção à ciclovia da Praia de Camburi.
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| Rodrigo e eu, saindo da UFES. |
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| Dando uma calibrada na bike... |
Eu poderia utilizar à ciclovia da Av. Fernando Ferrari que passa em frente à UFES, mas optei em fazer um trajeto perpendicular por Jardim da Penha, como parte mesmo dessa experiência urbana.
Pelo horário, por volta das 13 hs, o trânsito estava até leve dentro do bairro e a ciclovia da Praia estava bem vazia e tranquila, como mostram as fotos abaixo. Levei cerca de vinte minutos da UFES até minha casa, em Jardim Camburi. Fui tranquilo e sem pressa de chegar.
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| Fotos da pedalada por Jardim da Penha e pela ciclovia da Praia de Camburi (algumas bem destorcidas...) |
No fim, a experiência valeu em muito principalmente pela possibilidade, mesmo atabalhoada, de poder carregar a bike em outro modal ou mesmo em poder leva-la para um evento, usando-a depois como meio de transporte.
Essa é a primeira de muitas experiências que faremos pelo Walk2Bike e que compartilharemos por aqui.
Valeu!!!
Bom registro Fabiano!
ResponderExcluirIsso reforça a necessidade de incorporar a intermodalidade em nosso sistema de transporte coletivo.
A distância entre Jardim Camburi e a UFES, se encaixa perfeitamente ao modal bicicleta. Uma pena o bairro de Jardim da Penha ainda não possuir ciclovias cortando toda sua extensão, para atender os inúmeros ciclistas que utilizam as vias do bairro para chegar a UFES ou outro destino.
Aguarde minhas reflexões.
Keep on riding!
Pois é...pela experiência, principalmente em esperar o ônibus, vale a pena ir e voltar de bike, pois o tempo de espera é o mesmo do deslocamento, em média, por bike. O que você falou é o que já constatamos em nossas conversas e o que você apurou em sua pesquisa: a falta de ciclovias internas aos bairros que interliguem com o sistema de ciclovias da cidade, para atender uma demanda existente (e crescente) de ciclistas. Jardim Camburi, por exemplo, ainda possui duas "semi-perimetriais", "semi" pois não são completas, que passam uma pela Av. Norte-Sul e outra, próxima ao Salesiano até o limite com Bairro de Fátima, já no município da Serra. Mas, sem conexão por ciclovias internas ao bairro. Anda-se pelas ruas, disputando espaço com os carros...Por isso, sempre que acho na internet, te envio exemplos de acessórios para bike como luzes de alerta, luzes de freio e farolete que fazem da bike quase um carro sem motor, para que você possa andar pelas ruas de forma "visível". Mas isso é outro debate.
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