Postagens

Mostrando postagens de maio, 2017

Diário de bordo, Rodrigo Mattos: Travessia quebrada

Imagem
  Atravessar a rua nem sempre é tarefa fácil no Brasil, apesar de termos melhorado bastante. Faz algum tempo que venho analisando a travessia da escola de meus filhos. Quase todas as manhãs a prefeitura envia uma dupla de Guardas Municipais, para controlar o tráfego na área, fazendo o motorista parar para quem atravessa e algumas vezes auxiliar a saída de algum carro da vaga, porque motorista algum pode aguardar alguns segundos para permitir que o outro saia da vaga. Mesmo assim, quase fui atropelado em cima da faixa e na frente de dois Guardas Municipais.  Enfim, é sempre uma confusão. Carros buzinam, não respeitam a faixa de pedestres e deixam os pais confusos na hora de atravessar.    Quando me aproximo mais do assunto, passo a pensar em soluções e analiso os detalhes que potencialmente podem causar o problema, encontro faixas de pedestres que não se alinham, calçadas que não são acessíveis, canteiros que oferecem perigo para quem nele tem que andar...

Diário de bordo, Fabiano Dias: depois das chuvas....

Imagem
Depois de quase duas semanas de chuvas e frio modo capixaba (vento sul), o tempo deu uma trégua nesse finde e a orla de Camburi, em Vitória (ES), que fica parcialmente fechada no domingo e feriados, deu gente para todo lado, caminhando, pedalando, andando de skate e patins. Casais, galeras, famílias, jovens e idosos aproveitam esse espaço resevado pela municipalidade nesses dias. Aos moldes de São Paulo e outras cidades do mundo, Vitória segue essa ótima tendência de criar mais espaços públicos para as mobilidades humanas. Depois dessa semana molhada, de gripes por todo lado (até  eu!) foi bom dar um pequeno rolê para desopilar o nariz congestionado. Só não andei mais por conta do horário do almoço. Em outra oportunidade falaremos mais sobre essa necessidade de mais espaços públicos para as pessoas. Todas!

Diário de bordo, Fabiano Dias: Vantagens espaciais de uma dobrável..

Imagem
O tamanho da baixinha dobrável tem lá suas vantagens: Primeiro, como guardo as bikes no apê (a dobrada debaixo do aparador de minha sala e a retrô, encapada na varanda), descer ou subir de elevador com a bike drobrável é bem mais fácil do que com uma bicicleta convencional (ou a minha retrô), precisando no máximo girar o guidon para entrar aberta dentro do elevador. Hoje mesmo, sai para fazer um pagamento em uma casa lotérica e ir em uma farmácia, próximas de minha casa. Entrar com ela dentro de ambos estabelecimentos (depois de pedir autorização) foi algo engraçado e inusitado. Foi muito fácil, pelo tamanho dela, passar pelos corredores de produtos da farmácia, mas, o mais engraçado foi ver a cara dos farmacêuticos vendo um sujeito entrando de bike... Ontem mesmo, fui ao caixa rápido de um supermercado também próximo, sacar dinheiro com ela. Fácil, fácil... Só não entrei para fazer compras. Quem sabe em outra oportunidade.

Diário de bordo, Fabiano Dias: Chuva e mais chuva...

Imagem
Poderia escrever aqui sobre a impossibilidade ou no mínimo, a dificuldade que é caminhar ou pedalar na chuva, ou ainda, dar graças pela chuva em tempos de estiagem...mas chuvas torrenciais ou contínuas em Vitória me lembram problemas. Chove forte desde ontem, sábado. E chuva forte (e contínua) é sinal de preocupação com enchentes e deslizamento de terra em encostas e morros. Enchentes devido à enorme impermeabilização de nossos solos urbanos recobertos de pavimentos impermeáveis, dos sistemas de drenagem urbana insuficientes, do assoreamento das margens dos rios e canais urbanos, do lixo jogado nas redes de drenagem, da falta de investimentos constantes nessa área e de uma boa parcela de consciência-educação-cultura de nossa sociedade. Deslizamentos das encostas super ocupadas por construções irregulares de quem não tem outro lugar para morar, de desmatamentos criminosos ou mesmo por motivos naturais. Chuvas podem ser uma benesse da Natureza ou um aviso, ou castigo para un...

Diário de bordo, Fabiano Dias: Estacionada...

Imagem
Sábado... dia que alternou céu nublado, pingos de sol e chuva. A noite, então, com muita chuva. Frio (vento Sul em Vitória) e chuva. A baixinha ficou estacionada na sala. A retrô na varanda, coberta com sua capa. Dei uns rolês com ambas, mais cedo. Para esticar o esqueleto e relaxar pedalando. Fui a casa de meus pais com a baixinha após passar no pet da dona patroa, Regiane. Meu sobrinho mais novo, Toninho, filho de meu irmão do meio Marcus, ficou curioso com uma bicicleta dobrável. Meu pai e minha mãe, principalmente, quando a coloquei na sacola e mostrei que consigo levá-la a tiracolo. Agora está estacionada...amanhã, tendo sol,  mais uns rolês...

Diário de bordo, Fabiano Dias: A primeira pedalada a gente nunca esquece!!!

Imagem
Hoje dei minha primeira pedalada consistente usando a baixinha dobrável. O campo de testes, as ruas do bairro de Jardim Camburi, onde resido. No dia de ontem, dei uma pedala leve perto de meu apê, após encher os pneus que vieram vazios. Senti ela pesada e "sambando" a roda traseira. Pensei: Problema!!! Mas, hoje, mesmo continuando "pesada" decidi me aventurar pelo bairro. Foi aí que notei que o "peso" era na verdade o freio da frente desregulado que prendia a roda e, ao mesmo tempo, fazia a detrás "sambar". Mesmo com essa história de preso de um lado e sambando de outro fui até a loja de bikes do bairro onde já sou freguês, para os ajustes corretos na menina e para comprar um buzininha para ela. Chegando lá, constatação feita: o freio dianteiro estava muito apertado e as pastilhas de freio estavam travando a roda. Freio revisado e a bichinha decolou. Mais ou menos... Andou bem, desenvolveu fácil pelas ruas do bairro (ciclovia, só no exterior...

Diáro de bordo, Fabiano Dias: uma dobrável em casa!

Imagem
Em minha primeira postagem em nosso diário de bordo do Walk2Bike, apresento filha nova: acabou de chegar minha Durban One, bicicleta dobrável de aro 20. Irmã mais nova da minha retrô preta (ao lado na foto), essa baixinha veio como um de nossos experimentos urbanos: ter a  possibilidade de levar uma bike a tiracolo pela cidade (seja a pé ou qualquer outro transporte) e depois utilizá-la como meio de transporte (para curtas distâncias).  Dobrada, ela ocupa pouquíssimo espaço e já achei o lugar ideal no meu apê: debaixo do aparador da sala e, sem se tornar um obstáculo à passagem (por sinal, como arquiteto-urbanista acabei de dar uma função para esse espaço sem uso no apê!).  Pesando pouco mais de 13 Kg a baixinha tem sua bolsa de transporte que comprei a parte e que comentarei mais tarde. A primeira impressão ao andar com ela, já que comprei modelo sem marcha, é que terei que me acustumar com a velocidade e peso distribuidos em duas rodas pequenas. Ao longo do uso e da ...

Copenhagenize.com - Bicycle Culture by Design: Arrogance of Space - Copenhagen - Hans Christian Andersen Boulevard

Copenhagenize.com - Bicycle Culture by Design: Arrogance of Space - Copenhagen - Hans Christian Andersen Boulevard

Diário de bordo, Rodrigo Mattos: Acessibilidade? Onde?

Imagem
Nada incomoda mais um ciclista que a impossibilidade de pedalar. Semana passada quebrei o dedo do pé e para não ficar com uma dor crônica quando cicatrizasse, coloquei uma tala de gesso no pé que me impede de pisar. Com isso tive que usar muletas e também uma cadeira de rodas. Para não ficar dando uma de chato e reclamando da vida, resolvi aproveitar e tornar a experiência um teste de nossas normas de acessibilidade. Nada como se colocar na pele daquele que depende das normas de acessibilidade para se locomover. Andar pelas calçadas "cidadãs" mostrou ser um desafio. Elas não são padronizadas, não tem piso contínuo e claro, possuem buracos. Até mesmo as soluções de piso tátil podem ser um desafio a um portador de necessidades especiais. Muitos pisos podo-táteis estão colocados corretamente, mas o problema é a continuidade: como a responsabilidade de execução das calçadas fica por conta do proprietário do imóvel, cada calçada tem sua peculiaridade, sua escolha de reve...

Diário de bordo, Fabiano Dias: caminhar e pedalar pela cidade

Imagem
Caminhar e pedalar nas cidades. Fora os obstáculos urbanos, é a melhor solução para a prática de exercícios, para conhecer sua cidade e torná-la humana! Vídeo do Canal Cidade dos Sonhos:  https://www.youtube.com/channel/UCc-dwsaOBHg0HPGXqhgEhrA

Diário de bordo, Fabiano Dias: Andar pela cidade...

Imagem
Andar pela cidade é um processo de autoconhecimento de seu lugar no espaço urbano. Abaixo, vídeo de Janette Sadik-Khan, no Fronteiras do Pensamento sobre a importância dos urbanistas andarem por suas cidades. "Janette Sadik-Khan foi Secretária de Transportes de Nova York entre 2007 e 2013. e se destacou por concretizar projetos que reduziram as pistas para carros e aumentaram o espaço para as pessoas. A urbanista foi conferencista do Fronteiras do Pensamento em 2015" (FRONTEIRAS DO PENSAMENTO, 2017).

Diário de bordo, Fabiano Dias: Aqui para você, ó!

Imagem
Aqui para você, ó, que acha que as ruas são só para o carro!!!