Diário de bordo, Rodrigo Mattos: Travessia quebrada
Atravessar a rua nem sempre é tarefa fácil no Brasil, apesar de termos melhorado bastante. Faz algum tempo que venho analisando a travessia da escola de meus filhos. Quase todas as manhãs a prefeitura envia uma dupla de Guardas Municipais, para controlar o tráfego na área, fazendo o motorista parar para quem atravessa e algumas vezes auxiliar a saída de algum carro da vaga, porque motorista algum pode aguardar alguns segundos para permitir que o outro saia da vaga. Mesmo assim, quase fui atropelado em cima da faixa e na frente de dois Guardas Municipais.
Enfim, é sempre uma confusão. Carros buzinam, não respeitam a faixa de pedestres e deixam os pais confusos na hora de atravessar.
Quando me aproximo mais do assunto, passo a pensar em soluções e analiso os detalhes que potencialmente podem causar o problema, encontro faixas de pedestres que não se alinham, calçadas que não são acessíveis, canteiros que oferecem perigo para quem nele tem que andar.
Penso em sugerir à prefeitura, por exemplo, fazer uma grande faixa elevada, com piso antiderrapante, nivelando as calçadas dos dois lados. Assim, os pedestres teriam preferência, de forma óbvia, e os carros automaticamente reduziriam a velocidade para transpor a faixa e o problema da acessibilidade ficaria resolvido.
É claro que para isso algumas vagas de automóvel teriam que ser sacrificadas, mas isso não seria um problema. Ou seria?!
Na praça da Matriz de Aracruz, tem um igual! :(((((
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